YouTube: 1 bilhão de telespectadores, lucro zero

Publicado em 03/03/2015 às 09:00

O YouTube é, sem dúvida, um dos sites mais populares do mundo, mas, apesar de ter mais de um bilhão de telespectadores, o site ainda tem lucro zero.

De acordo com um relatório do Wall Street Journal, citando pessoas familiarizadas com o assunto, o serviço de vídeo gigante é mal dissolvido mesmo, apesar de seus US $ 4 bilhões em receita. O YouTube representou apenas 6% das vendas de anúncios do Google, o que é surpreendente, considerando o quanto onipresente são seus conteúdos de vídeo e links.

Mas isso pode ser o problema real. Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas acessam o site através de links compartilhados e vídeos incorporados, em vez de visitar a sua página inicial diária, como eles fazem com o Facebook e Twitter.

Na verdade, a maioria dos usuários são os espectadores ocasionais, e apenas 9% dos telespectadores são responsáveis ​​por 85% dos pontos de vista sobre o local, e a maioria desses espectadores regulares são adolescentes. Isso significa uma proposta não muito bem-sucedida em publicidade.

O Google tem tentado mudar esse jogo. A empresa pagou bônus aos criadores para tentar reter talentos, além de investir centenas de milhões de dólares em conteúdo original. Ele também está esperando que novos recursos, como o Autoplayer, bem como o seu serviço de streaming de música nova, retenha e engaje um público mais amplo.

Enquanto isso, os concorrentes estão mostrando os dentes. Tanto o Facebook – que recentemente postou teve US$ 3 bilhões em lucro, em 2014 – quanto o Twitter estão desenvolvendo os seus próprios serviços de vídeo, e estão excluindo os links do YouTube. Por outro lado, startups como a Vessel estão provando ser um terreno fértil para alguns criadores, que estão rejeitando o serviço do Google, graças a melhores condições e oportunidades de receita.

É claro que tudo isso não significa que o YouTube vai desaparecer da noite para o dia. Na verdade, é muito mais provável que ele fique por um longo tempo. Mas seu sucesso parece ser ameaçado pelos seus próprios movimentos internos e por forças externas. Talvez, em pouco tempo, vamos ver mais uma vez uma verdadeira concorrência no mercado de vídeo online.