A sociedade brasileira está cada vez mais obcecada pela imagem. Afinal de contas, a percepção é a realidade, certo? Bem, não necessariamente quando ela diz respeito à presença de sua empresa na mídia social. Quando as empresas, celebridades e pessoas anônimas estão em uma luta competitiva pela atenção na internet, é difícil separar o seguidor verdadeiramente popular do “sério”. Enquanto a mídia social pode ser excelente para muitas empresas, quando se trata de branding online e marketing, pode acontecer problemas com a inautenticidade.

Uma das maiores vantagens de gastos com a mídia social é a chance de influenciar positivamente a percepção dos clientes em potencial. Em última análise, isso pode levar ao aumento das vendas e a uma maior relação entre a empresa e o cliente. Mas, em uma corrida para colher os benefícios, algumas empresas tornaram-se muito gananciosas. Assim, a atração por seguidores fakes acontece.

Participação é a chave

Enquanto os números de fãs, seguidores ou likes de uma determinada marca possa parecer grande no papel (ou tela), pode ser contraproducente. Isso porque os perfis fakes não fazem nada para provocar o crescimento de uma marca. A disposição do usuário para comentar e compartilhar o que a empresa tem a dizer ou oferecer é o que multiplica as oportunidades de vendas. O ciclo de vida de uma mensagem nasce quando uma pessoa provoca ações ou comentários. Quando o público não é real e é composto por perfis falsos, a empresa pode ser prejudicada.

Se a mídia social tornou-se a versão digital do boca a boca, o que é o valor de um fake sem uma voz real? As pessoas estão compartilhando recomendações de produtos e serviços online a cada minuto. Um componente-chave para espalhar a palavra é o diálogo que ocorre entre duas ou mais partes. Se a maioria dos fãs de uma empresa não existe, tampouco a sua capacidade de capitalizar exista também. Um perfil fantasma não pode ajudar a espalhar a palavra sobre uma empresa.

Por isso, pense duas vezes antes de tentar alavancar números falsos. Seja cuidadoso ao escolher o que faz bem para o seu negócio, porque as empresas colhem o que plantam.