O Marketing Digital cresceu exponencialmente nos últimos anos, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Apesar de não ser novidade para ninguém, o que explica esse crescimento? Por que as empresas tem investido cada vez mais suas verbas de marketing no ambiente digital? É isso o que você vai entender e pode esperar ao ler esse artigo.

Preparamos um Guia Completo para você entenda o que é marketing digital, suas vantagens, principais estratégias, conceitos e ferramentas. Vamos lá?

Neste artigo

O que é Marketing Digital?

É o conjunto de estratégias e atividades no ambiente digital que visam promover e vender produtos e serviços. Antes da internet, o Marketing sempre desempenhou papel importantíssimo. Ele sempre foi essencial para empresas (e até pessoas) que desejavam atender as necessidades e desejos de seus consumidores.

4 Ps do Marketing
4 Ps do Marketing

Daí derivam-se os famosos 4Ps do Marketing:

4Ps do Marketing

Os 4 Ps do Marketing, também chamado de Mix de Marketing é um conceito bastante utilizado nesta área para definir as principais áreas de atuação do marketing. E este é um ótimo ponto de partida para começarmos a entender melhor a função do marketing digital.

Produto

Um produto ou serviço é criado para atender uma necessidade de mercado e é função dos profissionais de marketing definir: seu posicionamento, características, atributos, funcionalidades, design, embalagem (se for o caso), serviços agregados (garantia, assistência, manutenção, integrações, etc) dentre outras opções que podem compor este produto.

Preço

A precificação de um produto ou serviço também é uma atividade relacionada ao marketing, uma vez que o preço influencia diretamente no posicionamento de uma marca no mercado.

Nesta fase de definição de preço, podem entrar muitas variáveis em jogo, como: análise da concorrência, análise de custos, posicionamento de mercado, valor percebido, margem de contribuição, sazonalidades, política de descontos, sensibilidade a preço, dentre outras questões.

Praça

O P de Praça diz respeito aos canais de distribuição de um produto ou serviço, isto é: como sua oferta chega até seus clientes (quais são os meios pelos quais isso acontece).

A definição dos melhores canais de distribuição também é uma atribuição do marketing, uma vez que esta escolha pode impactar diretamente no sucesso (ou fracasso) de uma estratégia de marketing. E isso varia muito de negócio para negócio e não existem “respostas certas”.

Vale dizer que muitas inovações em modelos de negócios partem dos canais de distribuição. Um exemplo emblemático disso foi a DELL, fabricante de computadores pessoais, que, ainda no início da década de 90, decidiu vender seus produtos diretamente aos consumidores (sem intermediários). Apesar disso ser uma abordagem mais comum hoje, na época foi considerada uma verdadeira revolução e uma das razões de seu enorme sucesso.

Nos dias atuais a definição dos canais de distribuição no marketing digital continua sendo altamente estratégico para todos os negócios que desejam promover e vender produtos e serviços por meio da internet.

Promoção

O P de Promoção envolve ações que estimulam a demanda para o produto ou serviço. Aqui a comunicação é a rainha. Algumas ações de marketing relacionadas à Promoção envolvem:

  • Publicidade
  • Relações Públicas
  • Promoções de Vendas
  • Merchandising
  • Mídias Sociais
  • Assessoria de Imprensa
  • Marketing de Influência

O Marketing, portanto, atua na composição do produto, nas estratégias de precificação, nos canais de distribuição e também na Comunicação e posicionamento desse produto/serviço no mercado.

O Marketing Digital nada mais é do que a adoção de estratégias e ações de marketing no ambiente digital. Isso tem como objetivo promover produtos e serviços e as marcas atreladas a eles. No entanto, é válido dizer: mesmo que um negócio não venda algo diretamente na web (ex. uma loja física), ele pode se beneficiar das estratégias de marketing digital.

Para te ajudar e trazer mais informações, fizemos um vídeo explicando em detalhes sobre o que é (e o que não é) Marketing Digital:

Como o Marketing Digital afetou o processo de decisão de compra

A decisão de compra do consumidor era limitada pelo tanto de informações que ele possuía sobre o produto. Isso mudou com o Marketing Digital. Na maior parte dos casos, as informações estavam concentradas nas mãos das empresas e seus vendedores. Estas, portanto, tinham maior poder quando pensamos em estratégias de negociação.

Pense numa pessoa que entrou numa concessionária de carros no final da década de 80. O vendedor de automóveis era a pessoa mais qualificada da relação por, supostamente, ter muitas informações sobre os carros à venda que a maioria dos consumidores desconhecia completamente.

O Marketing Digital veio para inverter essa equação. Com informações disponíveis na internet e acessíveis de qualquer local com os dispositivos móveis, os consumidores passaram a deter muito mais poder nessa relação. Isso vale para toda e qualquer relação comercial, desde uma compra simples até decisões de compra mais complexas.

Esse cenário trouxe muitos desafios para as empresas (na medida em que as empresas hoje estão muito mais expostas – e vulneráveis – do que antes) mas também muitas oportunidades. Observe a importância de ferramentas como: Reclame Aqui, sites de Avaliações como TripAdvisor ou as próprias mídias sociais. As empresas também se tornaram mais transparentes, responsáveis e isso ajuda a nivelar o jogo por cima.

Quais as principais vantagens do Marketing Digital? 

Como já citado acima, o Marketing Digital alterou radicalmente a dinâmica nos mercados. Separamos aqui 4 vantagens do Marketing Digital em relação ao Marketing Tradicional. São elas:

Vantagens do marketing digital
Vantagens do marketing digital

1) Mensuração

Talvez a principal vantagem do Marketing Digital em relação ao tradicional seja o fato de conseguir se mensurar praticamente tudo.

“Metade do orçamento investido em propaganda é desperdiçado. O problema é que não sei que metade é essa.”

John Wanamaker

John Wanamaker foi um empresário e comerciante norte americano que investia pesado em comunicação para seus negócios no final do século XIX e início do século XX. Essa sua célebre frase foi dita muito antes da popularização dos meios de comunicação de massa. Ainda assim, traz consigo uma questão do Marketing Tradicional que era exatamente a questão da mensuração.

No passado, as empresa faziam campanhas utilizando os meios tradicionais como TV, Rádio, Jornal e Revistas. Isso tornava difícil saber quais desses meios estavam trazendo o melhor retorno sobre o investimento.

Já no Marketing Digital esse cenário é completamente diferente. Utilizando-se ferramentas específicas de mensuração é possível saber objetivamente quais canais estão trazendo melhor retorno. A partir daí, você consegue esmiuçar essas análises de detalhes. Por exemplo: que campanha específica, numa mídia utilizada, está trazendo melhor retorno?

Com isso é possível testar variáveis em busca dos melhores resultados, prática muito comum no ambiente Digital.

2) Segmentação

Outra vantagem do Marketing Digital é a capacidade de segmentação do público que hoje podemos atingir. No passado as campanhas “de massa” atingiam muitas pessoas, com grande dispersão. Atualmente é possível realizar segmentações incríveis atingindo nichos de mercado com extrema precisão.

Alguns exemplos de segmentações comuns:

  • Geolocalização
  • Idade
  • Sexo
  • Interesses
  • Cargo/Profissão
  • Faixa de Renda
  • Porte de Empresa
  • Segmento de Mercado

Isso só para citar algumas possibilidades. Portanto, o poder de segmentação do público-alvo que o marketing digital e suas ferramentas trouxeram é, sem dúvida, uma das principais vantagens em relação ao Marketing Tradicional.

Além disso, existe o momento certo de impactar um consumidor. Pense no Google, por exemplo: Não é incrível ter a possibilidade de exibir sua marca no momento exato em que um consumidor está buscando resolver um problema que seu produto/serviço atende?

3) Custo-Benefício

Por muito tempo, o acesso ao Marketing Tradicional era restrito. Os meios de comunicação de massa eram reservados às empresas de maior porte e com maiores orçamentos. Hoje, no entanto, é possível desde microempresas recém-fundadas até as gigantes multinacionais aproveitarem os benefícios do Marketing Digital.

Com investimentos relativos ao seu tamanho, qualquer empresa poderá utilizar as ferramentas disponíveis para impactar potenciais clientes. Assim, mesmo micro e pequenas empresas que, geralmente, contam com pequenas verbas de marketing poderão atingir seu público-alvo e impactá-lo de alguma forma nos meios digitais.

Os investimentos em marketing digital crescem ano após ano em todo o mundo (e as perspectivas continuam altamente positivas para os próximos anos).

gráfico mostrando a evolução dos investimentos publicidade digital em todo o mundo nos próximos anos

Fonte: emarketer.com

4) Agilidade na implementação 

No Marketing Digital tivemos a quebra de alguns “muros”. Um desses muros é o intermediário. No Marketing Tradicional, geralmente você tem a figura do intermediário, como, por exemplo, uma agência ou produtora. Seria necessária a ajuda de um deles para lidar com os meios de comunicação e espalhar sua mensagem.

Tudo isso era mais custoso. Hoje a figura do intermediário é menos obrigatória. Você geralmente possui um sistema self-service em que pode atuar para programar suas campanhas e outras atividades.

Um exemplo prático: Digamos que sua empresa está lançando um novo serviço. Você precisa fazer uma campanha para anunciar esse lançamento. Num único dia você mesmo pode:

Isso tudo sem falar no e-mail marketing. Através dele você irá criar e enviar e-mails para sua base de contatos. Além disso é possível fazer um post no seu blog anunciando a novidade.

Percebeu? Em nenhum momento o intermediário foi necessário. Tudo o que você precisou foi:

  • Acesso a internet;
  • Conhecimentos nessas ferramentas;
  • Um cartão de crédito ou outro meio de pagamento (boleto, por exemplo).

Tudo isso alterou profundamente a velocidade do processo. As empresas tem condições de implementar ações de marketing com muito mais agilidade.

Principais estratégias de Marketing Digital

O marketing digital é um universo bastante amplo em que muitas estratégias podem ser utilizadas para atingir diferentes objetivos de marketing.

É fundamental entender estas diversas estratégias para aplicá-las ao seu contexto de negócios. Nem toda estratégia pode fazer sentido para seu momento atual, mas é importante conhecê-las para entender quais lançar mão (e quais os melhores momentos de fazer isso).

Vamos à elas?

Inbound Marketing

O termo Inbound Marketing foi cunhado por um dos fundadores da HubSpot, Brian Halligan, atual CEO da empresa.

O Inbound Marketing é um método que poderia ser resumido assim: “A melhor forma de encontrar o seu cliente, é ser encontrado por ele.” Essa frase atribuída a Martha Gabriel é excelente para contextualizar essa estratégia.

O Inbound marketing também é conhecido como Marketing de Atração. Ele tem como um de seus principais pilares o marketing de conteúdo, com o objetivo de criar e compartilhar conteúdos de valor para trazer o público certo para o seu negócio.

Para que essa estratégia funcione, é necessário alinhar o conteúdo produzido com os interesses de seu público. Dessa maneira pode atrair um tráfego de qualidade e que faça sentido para o seu negócio. E então pode converter parte desse tráfego em leads, fechar negócios e conquistar a fidelidade do cliente no médio a longo prazo.

O Fluxo do Inbound Marketing:

etapas da metodologia inbound marketing
Metodologia Inbound

Um outro conceito-chave que o Inbound Marketing trouxe foi o conceito de Personas.

Personas

O marketing tradicional sempre lidou com o conceito de público-alvo. Ele é geralmente definido por características geográficas e demográficas, como por exemplo:

Mulheres, de 25 a 45 anos, das classes A e B e residentes na Grande São Paulo.

Público alvo vs Buyer Persona
Público alvo vs Buyer Persona

Já o conceito de Persona busca trazer um personagem fictício, mas baseado em pesquisas com clientes reais. Isso forma uma figura de seu “comprador ideal”. Com uma Persona (ou algumas) bem definida, fica mais claro para os profissionais de marketing digital como atuarem com ações mais bem direcionadas e assertivas, poupando tempo e dinheiro.

Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo é a estratégia de marketing digital para atrair tráfego qualificado para seus canais de comunicação, gerar reconhecimento de marca e relaciomamento com seu público. Isso é atingido oferecendo conteúdo de qualidade e valor. É uma forma de gerar mais leads e vendas de seu produto ou serviço.

Atualmente existem diversos formatos de conteúdo que podem ser criados, veja os mais relevantes:

  • Posts de Blog – O meio mais difundido. Desde os primórdios da web o formato texto, geralmente em blogs, tem sido um dos mais utilizados.
  • Vídeo Post – Posts no formato de vídeo, seja no Blog ou nas mídias sociais. Com a expansão da banda de internet na última década os vídeos tiveram um crescimento exponencial. Basta rolar sua timeline em qualquer rede social para ver isso. O Youtube é o segundo maior buscador da internet. Isso diz muita coisa.
  • Infográficos – Um meio de apresentar informações relevantes com criatividade e leveza por meio de gráficos caprichosos no design. Um formato que também cresceu muito nos últimos anos.
  • Podcasts – Em formato de áudio, com o avanço dos dispositivos móveis, cresceu muito também. Hoje conquista um público grande e geralmente mais qualificado.
  • Apresentações – O slideshare é um exemplo e uma das ferramentas da web que possuem apresentações de todos os tipos. Também um outro formato de conteúdo a ser apresentado.
  • Ebooks – São materiais geralmente mais aprofundados que um blog post ou um infográfico e, por gerarem mais valor, tendem a ser muito utilizados como “moeda de troca” para conseguir mais dados dos usuários (ex. e-mail).
  • Webinars – São apresentações e palestras em vídeo. Para aprofundar mais em algum conteúdo são o formato ideal e também são grandes geradores de leads.
  • Estudos de Caso – Muito utilizados em empresas do segmento B2B, são materiais que ajudam o usuário a entender como determinada solução resolveu uma necessidade de um outro negócio, oferecendo detalhes sobre os desafios e resultados alcançados.
  • Depoimentos – Os depoimentos são testemunhos de clientes a respeito de um determinado produto, serviço ou empresa. São utilizados como um elemento de “prova social”, conferindo maior credibilidade e percepção de valor aos olhos do usuário.

Esses são alguns deles, mas existem muitos outros que poderíamos citar.

Formatos de Conteúdo x Jornada de Compra

E o interessante é que podemos fazer uma relação entre os diferentes formatos de conteúdo e as etapas da jornada de compra do consumidor.

relação entre diferentes formatos de conteúdo e as etapas da jornada de compra no marketing digital

Perceba como cada tipo de conteúdo desempenha seu papel ao longo da jornada do consumidor. Portanto, o marketing de conteúdo é, sem dúvida, uma das estratégias mais utilizadas no marketing digital.

SEO (Search Engine Optimization)

A sigla SEO pode ser traduzida como Otimização para Mecanismos de Busca. Isso retrata o conjunto de atividades desenvolvidas com o objetivo de posicionar bem um site nos buscadores para determinadas palavras-chave relevantes àquele negócio.

E aqui no Brasil quando falamos em SEO estamos falando basicamente no Google, uma vez que o buscador tem mais de 95% de participação de mercado por aqui.

gráfico que mostra a participação de mercado de mecanismos de buscas no Brasil

Para ter sucesso numa estratégia de SEO é necessário olhar e ter estratégias para dois horizontes complementares:

  • O usuário final (ou seja, a pessoa que irá consumir o conteúdo do seu site, geralmente um potencial cliente)
  • O robô (ou os robôs) dos buscadores, também conhecidos como algoritmos.

Todo site deve ser planejado tendo em vista esses dois tópicos. Como ter um site que seja bom tanto para o usuário final que encontrá-lo na web quanto para os algoritmos de busca?

Esse é um desafio e tanto para a maior parte das empresas que traçam suas estratégias de marketing digital. Isso porque elas sabem que o investimento numa estratégia de SEO de qualidade pode render ótimos dividendos no médio e longo prazo.

Para entender melhor o SEO, geralmente subdividimos esse tópico em duas frentes: SEO On Page e SEO Off Page.

SEO On Page

O SEO On Page diz respeito a todos os itens que podem e devem ser otimizados “dentro” da página ou site.

Abaixo estão os alguns dos principais fatores de otimização On Page:

  • Título (ou meta title): Trata-se do título principal de determinada página. É um dos principais recursos de otimização on page. Altamente recomendado utilizar a palavra-chave principal daquela página no título.
  • URL amigável: Uma URL fácil de se ler e compreender. Vamos a um exemplo: Em vez do usuário ter um site com uma página: meusite.com.br/?p=654 a URL amigável seria: meusite.com.br/seo. O final da segunda URL é muito mais fácil de se ler e entender. Isso é uma URL amigável.
  • Meta Description: Trata-se de uma descrição resumida do que o usuário irá encontrar naquela página. Pode ou não ser usada pelo Google para a exibição na SERP (Search Engine Results Page – ou Página de Resultados de Busca). Recomenda-se novamente utilizar a palavra-chave na descrição da página.
  • Heading Tags (ou Hierarquia de conteúdo): Essas tags priorizam e trazem hierarquia para os títulos e subtítulos de determinada página. É altamente recomendável utilizá-las pois facilita muito a legibilidade do texto, e, obviamente, a leitura do usuário.
  • Qualidade do conteúdo: A cada atualização em seus algoritmos, o Google demonstra que está cada vez melhor em trazer resultados de busca relevantes. Portanto, quanto mais qualidade seu conteúdo tiver, maiores as chances do algoritmo considerar suas páginas para determinados termos. E o “segredo” para criar um bom conteúdo é sempre ter em mente como ponto central o seu cliente.
  • Título das Imagens: Todas as imagens do seu site devem estar todas nomeadas. É a mesma lógica que URLs amigáveis para facilitar o encontro do usuário numa pesquisa por imagens, por exemplo. Ex. Em vez de subir uma imagem chamada “DSC00023354.jpg”, suba uma imagem com o título “resultados-google.jpg”. Procure, sempre que possível, utilizar as palavras-chave nas imagens também.
  • Tag ALT nas Imagens: A tag alt é responsável por exibir um texto para deficientes visuais (com leitores de tela). Também se exibe o texto dela em caso de imagem quebrada no site. Portanto, fique atento às descrições das imagens do seu site. Procure utilizar a descrição daquela imagem. Sempre que possível, insira a palavra-chave relacionada ao tema principal de determinada página.
  • Tamanho das imagens: Ter imagens muito pesadas no seu site pode impactar negativamente o seu carregamento, tornando-o mais lento, prejudicando, portanto, a experiência do usuário e impactando negativamente o SEO. Sobretudo com o crescimento do mobile nos últimos anos é imprescindível olhar com cuidado para o tamanho das imagens de seu site. Procure deixar as imagens mais leves possíveis (com poucos Kbytes).
  • Linkagem interna: Inserir links entre páginas internas do seu site também é uma maneira de realizar uma otimização On Page no SEO. Sempre que possível, crie links internos. Isso auxilia, muitas vezes, o usuário a descobrir novos tópicos de seu interesse, fazendo com que ele fique mais tempo no seu site.
  • Velocidade de Carregamento: Quanto mais rápido seu site carregar, melhor. Lembre-se: O Google tem por objetivo oferecer o melhor serviço e experiência de busca ao usuário. Portanto, ter um conteúdo incrível com um site lento fará com que seu site seja penalizado no ranking orgânico.
  • Design Responsivo: Nos últimos anos o mundo tornou-se cada vez mais mobile. Portanto, não faz sentido ter um site que não seja otimizado para os dispositivos móveis. Desde 2015 as buscas móveis são maiores que as buscas em desktop. No entanto, tome cuidado: mesmo que seu site já seja responsivo, é bom ficar de olho em ferramentas como o Google Search Console que indica se a experiência mobile para os usuários está ok ou se tem problemas.
seo on page
seo on page

Parece muita coisa, não é? Mas uma dica é trabalhar com o WordPress, por exemplo. Ele facilita demais a vida de quem atua com marketing digital e SEO pois tem vários itens nativos e plugins que auxiliam a otimização de SEO On Page. A imagem acima é de um plugin chamado Yoast SEO, um dos mais populares na plataforma.

Experiência do Usuário

Um outro fator importante que o Google tem considerado cada vez mais como fator de ranqueamento de websites é a experiência do usuário. Isso envolve uma série de fatores envolvendo a performance de um site, sua navegabilidade, dentre outros fatores.

O Google encontrou uma forma de tangibilizar isso por meio das Core Web Vitals, que são métricas objetivas que todo desenvolvedor e proprietário de site devem observar para garantir melhor desempenho e experiência aos seus usuários. Ao fazer isso, seu site tem melhores chances de obter melhores posições no ranking do Google.

SEO Off Page

A otimização de SEO Off page está ligada a um termo chamado em inglês chamado link building, que numa tradução literal seria algo como: “construindo links”. Quem atua com marketing digital há algum tempo conhece bem esse termo.

E o que é o Link Building? Sem dúvida é o fator mais importante desse tipo de otimização em SEO e tem a ver com a origem do Google e a forma como ele utilizou seus algoritmos para dar relevância às páginas.

  • Link Building: De forma muito resumida, em seu início, a empresa criou o Page Rank, um mecanismo que dava relevância a uma página com base nos outros sites em que linkavam pra ele. O algoritmo do Google avaliava tanto a quantidade como a qualidade desses links. Portanto, quanto mais e melhores links apontarem para o seu site, mais relevante ele se tornará. E quando falamos em qualidade de links estamos falando de sites que sejam relevantes e relacionados ao seu negócio apontando para o seu site (você terá mais relevância com sites com autoridade em seu mercado do que outros sites que possuem pouca relevância com o assunto que você trata).

E como conseguimos links para nosso site? Existem várias estratégias possíveis, mas a maior parte delas vai passar por um bom conteúdo. Pense bem: Por que um site iria apontar um link para o seu? Provavelmente porque encontrou um conteúdo interessante para referenciar.

Algumas estratégias: Postar conteúdos em portais de conteúdo inserindo um link para o seu site, trocar links com outros sites, matérias na imprensa, compartilhamento em mídias sociais, respostas em fóruns, entre várias outras.

  • Autoridade do domínio: Outro fator que impacta no SEO Off Page é que quanto mais antigo seu domínio, mais autoridade ele tende a ter. É claro que esse fator também está ligado à quantidade e qualidade do conteúdo publicado no endereço ao longo do tempo.

Como Planejar seu Site para ter bons resultados no SEO?

Quer entender se uma estratégia de SEO terá sucesso? Então a primeira coisa a fazer é realizar um bom planejamento de seu site. Tudo começa nele e fizemos um vídeo detalhando tudo o que você precisa saber para dar os primeiros passos:

Tráfego Pago (PPC – Pay per clique – ou pague por clique)

As ferramentas de PPC (Pague por Clique) ou tráfego pago são amplamente conhecidas e difundidas no marketing digital. As mais conhecidas nós já citamos nesse texto:

  • Google Ads
  • Facebook Ads (que também contempla anúncios no Instagram)
  • Linkedin Ads
  • Twitter Ads
  • Pinterest Ads
  • TikTok Ads

Sua principal característica é, com o nome já diz, atrair tráfego segmentado e qualificado para o seu site ou landing page utilizando a audiência que essas plataformas possuem. Nessas redes, as principais modalidades de anúncios se concentram em realizar um pagamento apenas se um usuário clicar (ou visualizar) seu anúncio.

As ferramentas de PPC são importantíssimas em basicamente qualquer estratégia de marketing digital, principalmente para as pequenas e médias empresas.

Apesar desse modelo geralmente funcionar muito bem, existe uma constatação quase unânime no mercado referente ao aumento dos custos envolvidos ao longo do tempo nas campanhas de PPC. A cada ano os cliques tem um aumento nos preços para basicamente alcançar as mesmas posições/alcance de antes. Sem dúvida esse é um fator de risco para qualquer empresa que dependa quase que exclusivamente desse modelo para gerar novos negócios.

Native Ads

Esta estratégia de marketing digital também utiliza investimento em canais de mídia para levar tráfego qualificado para seus principais canais, no entanto, a diferença é a forma como isso é feito.

Os native ads são uma forma de levar conteúdo e publicidade de acordo o contexto de nevagação de um usuário, buscando oferecer uma melhor experiência.

Quer um exemplo? Imagine que você está navegando por um blog que fale sobre festa de noivado e na lateral do texto você vê um anúncio de um buffet de casamento, por exemplo. Isso é publicidade contextual, ou seja, a mensagem certa direcionada no momento certo.

Algumas das plataformas mais conhecidas aqui no Brasil são a Taboola e Outbrain.

Mídias Sociais

Talvez o termo mais difundido e conhecido do público em geral, as mídias sociais representam grande importância nas estratégias de marketing digital das empresas. Não poderia ser diferente. Essas empresas arrebanham um volume enorme de usuários em todo o mundo. Milhões ou mesmo bilhões de pessoas acessam essas plataformas diariamente. E você sabe: se é nelas que está a atenção das pessoas, é lá que as marcas devem estar.

Para citar as mídias sociais mais relevantes:

  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Linkedin
  • Twitter
  • Pinterest
  • TikTok

As mídias sociais são um universo gigantesco e você deve saber explorá-lo. Você deve entender com quem sua empresa irá se comunicar para criar uma linguagem própria e autêntica para influenciar seus seguidores.

É claro que também existem outras tantas marcas que não sabem muito bem lidar com esse universo e não conseguem tirar real proveito dessas ferramentas.

Veja um gráfico da Hootsuite em que mostra as principais mídias sociais mais usadas do Brasil:

Mídias sociais mais usadas no Brasil

Fonte: Slideshare Hootsuite

Quer ter uma aula gratuita sobre Mídias Sociais e sua relação com Marketing Digital? Então aproveite o vídeo abaixo:

E-mail Marketing

Engana-se quem presume que o e-mail marketing perdeu sua força e não funciona mais como estratégia de marketing digital. Quando bem trabalhado, esse método ainda é um dos mais eficientes para a condução de leads em vendas.

Até fizemos um vídeo em mais detalhes sobre isso:

Pergunte a qualquer pessoa que trabalha na área de marketing de um e-commerce, por exemplo, para entender o quão importante continua sendo a implementação de uma estratégia bem definida de e-mail marketing.

Ao longo dos anos, as taxas de aberturas de e-mails caíram, é bem verdade. No entanto, isso não tira o brilho dessa importante ferramenta de marketing para se comunicar com seus clientes e leads.

Atualmente são diversas as ferramentas de e-mail marketing, vamos falar de algumas delas

Mailchimp

O MailChimp é uma poderosa ferramenta para quem deseja iniciar no universo do e-mail marketing. Além de muito intuitiva, ela também permite criar listas personalizadas, realizar a segmentação de campanhas, construir automações, realizar testes A/B e mensurar os resultados com relatórios.

mailchimp

O Mailchimp possui uma versão gratuita que permite o disparo de até 12 mil e-mails por mês para uma lista de até 2 mil contatos.

Caso tenha interesse em se aprofundar nessa ferramenta, temos um curso de mailchimp completo para você explorar e dominar a plataforma. 

ActiveCampaign

O Active Campaign é outra ferramenta incrível, muito focada na criação de fluxos de automação de marketing. Para empresas que desejam atuar com automações e fluxo de nutrição, o Active Campaign facilita sua vida.

Além disso, o Active Campaign conta com um CRM dentro da plataforma para que você possa gerenciar seus contatos. Nele você consegue visualizar um funil das oportunidades que estão sendo trabalhadas.

Os planos iniciam com o valor de 50 reais por mês para uma lista de até 500 contatos.

Caso queira se aprofundar nesta que é uma das plataformas de automação de marketing mais completas da atualidade, dê uma olhada em nossos cursos:

AWeber

O AWeber é uma plataforma similar às demais anteriores e também é bastante simples de usar.

Da mesma forma que no Mailchimp e ActiveCampaign, você pode criar listas personalizadas, campanhas de automação, extrair relatórios, etc.

Uma das vantagens do Aweber é que você poderá testar a ferramenta com um plano grátis para ver se gosta e se adapta às suas necessidades (com uma lista de até 500 contatos e até 3000 disparos por mês). Este plano gratuito é mais limitado, é claro. Após esse período você verá que os planos partem de 19.99 dólares por mês.

Vídeo Marketing

Com o crescente aumento na velocidade de banda da internet, os vídeos se tornaram cada vez mais populares e cada vez mais importantes nas estratégias de marketing digital das empresas.

O formato de vídeo é um dos principais para conseguir engajamento com seu público, pois por meio dele você conseguirá transmitir:

  • Mais conteúdo e proposta de valor;
  • Mais Empatia;
  • Mais Transparência;
  • Mais Credibilidade.

Além disso, numa pesquisa feita pela Hubspot com mais de 3000 pessoas dos EUA, Alemanha, Colômbia e México em que perguntavam: “Em geral, qual tipo de conteúdo você mais deseja ver no futuro?” a maior parte dos pesquisados respondeu que era vídeo com 53% das intenções.

Marketing de Influência

As mídias sociais conquistaram a atenção das pessoas e, com ela, muitas pessoas passaram a criar conteúdo e, com o tempo, exercer algum tipo de influência sobre sua audiência. Os influenciadores, como são chamadas estas pessoas com alguma audiência e engajamento na internet, podem ser divididos em subcategorias, como:

  • Nanoinfluenciadores: Pessoas que possuem entre 1 e 10 mil seguidores nas mídias sociais.
  • Microinfluenciadores: Pessoas que possuem uma audiência entre 10 e 100 mil pessoas
  • Influenciadores: Pessoas que possuem mais de 100 mil seguidores nas mídias sociais

Embora hajam divergências entre estes números, o importante a entender é o impacto que esta estratégia de marketing digital pode ter em seu negócio.

O marketing de influência cresceu muito nos últimos anos e, embora tenha iniciado de forma “amadora”, é uma estratégia que está ganhando cada vez mais visibilidade e nota-se uma profissionalização maior dos atores (influenciadores, marcas, agências).

Para ter sucesso numa estratégia de marketing digital com influenciadores é preciso conhecer muito bem sua persona e ir à fundo em potenciais perfis que possam dialogar e engajar com ela. E, obviamente, tudo isso deve estar muito alinhado aos seus objetivos de marketing.

Assim, apesar de na superfície parecer simples, é uma estratégia que demanda muita pesquisa e compreensão de seu público, mercado e influencers.

Web Analytics

Como vimos anteriormente, ter a possibilidade de mensurar todas as ações realizadas no ambiente digital é um dos grandes trunfos em relação ao marketing tradicional. Dessa forma, é natural que existam ferramentas que auxiliem a coletar esses dados para que você possa retirar informações valiosas.

Uma das principais ferramentas para analisar tudo o que acontece com o seu site é o Google Analytics. O melhor de tudo é que ela é gratuita.

É claro que para cada necessidade existem ferramentas específicas. Por exemplo: qualquer ferramenta de tráfego pago como o Google Ads, o Facebook e o Linkedin tem seus próprios painéis de controle e relatórios em que você pode extrair os dados de suas campanhas, fazer análises e tirar insights.

exemplo de uma tela do google analytics
google analytics

Outras ferramentas para mensuração de atividade em apps, além do Google Analytics também são comuns como a App Annie e a Localytics.

Como estruturar um Planejamento de Marketing Digital?

Você já notou até aqui a amplitude de estratégias possíveis de serem aplicadas no Marketing Digital. Por isso, é imprescindível que exista um planejamento. Ter uma linha mestra que norteará todas as ações nas mais diversas frentes de atuação ajuda que os objetivos estipulados sejam atingidos.

Qual a Estrutura de um Planejamento de Marketing Digital?

A seguir apresentaremos uma estrutura de planejamento que consideramos adequada utilizar para quem pretende organizar as estratégias e atividades de marketing a serem aplicadas no ambiente digital. Vamos a ela:

Estrutura de um planejamento de Marketing Digital
Estrutura de um planejamento de Marketing Digital
1. Diagnóstico

É fundamental entender onde a empresa se encontra hoje. O diagnóstico nada mais é do que uma “fotografia” da situação atual em relação a algum aspecto específico.

Existem algumas ferramentas para isso. Talvez a mais conhecida seja a Matriz SWOT (do inglês: Strengths, Weaknesses Opportunities, Threats – ou Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças).

Os dois primeiros pontos são orientados a uma análise interna da própria empresa e os dois últimos dizem respeito ao “olhar para fora”, para o mercado.

  • Forças: Quais os pontos fortes de minha empresa? Onde somos realmente bons? O que fazemos melhor que a maioria de nossos competidores?
  • Fraquezas: Quais os principais pontos fracos da minha empresa? Onde está (ou estão) meu “calcanhar de aquiles”?
  • Oportunidades: Quais as oportunidades de mercado existentes?
  • Ameaças: Quais são as principais ameças do mercado (não somente no seu mercado específico, mas no mercado em geral, pois sabemos que a concorrência atual pode vir de onde menos se espera)

Esta é uma análise relativamente simples de ser feita, mas que pode trazer insights importantes para traçar estratégias competitivas a partir deste diagnóstico inicial.

2. Público-Alvo

Entender a fundo o seu público-alvo e suas personas é fundamental para realizar um bom planejamento de marketing digital. Tudo parte disso.

Se possível, realize entrevistas com as pessoas que utilizam seu produto/serviço. Nessas entrevistas, busque descobrir algumas informações importantes, tais como:

  • Como utilizam o produto ou serviço?
  • Como e onde elas buscaram informações antes de efetuar a compra?
  • Quais os passos dados / tempo utilizado antes de concluir a compra?
  • O que acham do preço em relação ao valor percebido?
  • O que mais valorizam?
  • Quais as oportunidades de melhoria que enxergam em sua solução?
  • Quais concorrentes mais tem chamado a atenção delas?
  • Existem alguém que influenciou a compra?
  • Quem geralmente é o decisor da compra?

Essas são apenas algumas perguntas (de muitas outras) que você deve obter respostas de seus próprios clientes. Isso irá fazer com que você conheça mais a fundo seu cliente e dará muitos insights que serão utilizados em sua estratégia de marketing digital.

3. Objetivos

Não existe um planejamento sem que você tenha definido um (ou alguns) objetivos. O que você deseja atingir ao final do Plano? Alguns exemplos:

  • Aumento de tráfego no site;
  • Aumento das taxas de conversão do site;
  • Aumento na geração de leads;
  • Aumento do Nº de clientes;
  • Aumento da Receita total;
  • Aumento de Market Share;
  • Aumento percentual (%) de Receita vindas de novos canais;
  • Aumento percentual (%) de Receita vindas de novos produtos.

Obviamente todos esses objetivos devem ser específicos e mensuráveis e podem ser complementares. Alguns exemplos acima também envolvem outras áreas da empresa, como a área comercial, portanto é importante que os times estejam bem alinhados na busca dessas metas em comum.

Alguns exemplos de objetivos macro que sejam específicos e mensuráveis seriam:

  • Aumentar em 25% a receita anual da empresa;
  • Conquistar 30 novos clientes no próximo semestre;
  • Aumentar em 50% do tráfego no site vindo de canais orgânicos no próximo ano;

Ao definir objetivos desta maneira, você torna tangível e concreto os resultados que devem ser atingidos, o que contribui para traçar estratégias de marketing digital mais assertivas.

4. Plano de Ações e Orçamento

Com as etapas anteriores concluídas é hora de planejar as ações que serão executadas com base no orçamento disponível. Tendo em mente o(s) objetivo(s) traçado(s) você planejará quais ações poderão trazer melhor retorno considerando:

  • investimento;
  • prazo de implementação;
  • potencial de retorno;
  • pessoas envolvidas;
  • dentre outras variáveis.

Nem sempre é simples definir quais serão as ações a serem implementadas. Sabemos que o “papel aceita tudo” e isso tanto pode ser muito bom quanto pode ser um tiro no pé. Ao traçar seu plano de ação, lembre-se de que os recursos financeiros, de pessoas e de tempo são finitos, portanto, seja realista e tenha os pés no chão.

5. Cronograma de Implementação

Após desenhadas as ações é hora de encaixá-las num cronograma que faça sentido para a sua realidade. Atualmente com as mudanças acontecendo cada vez mais rápido, muitas vezes não faz sentido ter cronogramas muito extensos como de 24 a 36 meses (eles são cada vez menos comuns, na verdade).

Dessa maneira, hoje vemos muitas empresas trabalhando com cronogramas trimestrais, semestrais e anuais. O importante é montá-lo e ser o mais fiel possível a ele. Isso, claro, sabendo que serão necessárias adaptações ao longo do caminho, portanto, manter a flexibilidade também é importante.

Existe uma frase atribuída ao ex-pugilista Mike Tyson que diz: “Todo mundo tem um plano até levar o primeiro soco na cara”. E essa lógica pode ser verdade para o seu cronograma de implementação de ações de marketing digital, já que, quando colocamos nosso plano de ação em prática, sabemos que a dinâmica de mercado afetará seu planejamento inicial (e isso pode ocorrer várias vezes).

6. Mensuração e acompanhamento

Por fim, como saber se o que você planejou  e está executando está no caminho certo? Você precisa de métricas para acompanhar a evolução do plano ao longo do tempo.

Muitas vezes você terá que mexer no que já estava planejado pois quando você colocou o “time em campo” notou que os resultados foram muito diferentes do que estava planejado.

Isso é comum, mas você só conseguirá ser efetivo dessa forma se utilizar ferramentas que lhe auxiliem a coletar e capturar dados importantes para tirar insights e ajudá-lo na tomada de decisão.

Tendo esses pilares desenvolvidos você já pode dizer que tem um Planejamento de Marketing Digital em mãos pronto para executar. Ele será seu Guia nas atividades do dia a dia e lhe ajudará a definir prioridades e focar no que realmente é importante.

Um dos mais importante pilares do Marketing Digital: Seu Site

Ter um website de qualidade é um pré-requisito para que todas as estratégias anteriores citadas possam ser desenvolvidas e aplicadas com êxito.

Ter um ótimo site não garante que você terá sucesso no Marketing Digital. Agora, não ter um ótimo site garante que você não terá sucesso. 

E por que dizemos isso? Pois é no seu site que a maior parte do tráfego e das conversões acontecerão. Ali está a base de todo o trabalho de marketing nos meios digitais. Para a maioria das empresas o site é o carro chefe de toda a estratégia de marketing digital.

Dito isso, que elementos são importantes observarmos se quisermos ter um ótimo site? Vejamos alguns deles:

Plataforma/Tecnologia

Você lembra dos sites em flash? Pois é, os mais “experientes” devem saber do que se trata. Apesar desta tecnologia não existir mais atualmente, vale lembrar que ela era muito utilizada no passado e comentei disso aqui para lembrarmos que a tecnologia evolui e é necessário estarmos atentos à essas mudanças para obter melhores resultados com as estratégias de marketing digital.

Existem várias plataformas no mercado atualmente em que você pode construir o seu site por conta própria e a tecnologia entre elas pode variar bastante, inclusive afetando seus resultados em diferentes estratégias.

Portanto, antes de iniciar a construção de seu site, pesquise muito e, se possível, converse com especialistas para que possa tomar a melhor decisão. No vídeo abaixo fizemos uma análise entre duas plataformas bastante utilizadas na atualidade: Wix e WordPress. Confira!

Conteúdo

Já vimos no tópico sobre Marketing de Conteúdo sobre a importância dessa estratégia na obtenção de leads para o Marketing Digital. E onde provavelmente ficará hospedado a maior parte do conteúdo que você criar? Claro que no seu site!

Você pode ter no seu site um Blog, por exemplo, em que você insere seus materiais produzidos ali. Pode ter também uma área de vídeos (webinars, entrevistas, etc), que, apesar de também estarem em sites como Youtube e Vimeo também ficarão “embedados” no seu site.

Design

Uma parte importantíssima que muitas vezes é deixada de lado. Seu site pode ter um bom conteúdo e ser bem otimizado, mas quando as pessoas acessarem suas páginas elas terão dificuldades em passar mais tempo no seu site por uma questão do design das páginas.

Imagine cores que não combinem, layout nada agradáveis de se ler, enfim, um convite para que o seu usuário saia rapidamente de seu site. E isso tem impacto direto no ranking dos buscadores: o tempo em que uma pessoa passa navegando por determinadas páginas do seu site influenciará sua posição.

Por isso é muito importante investir no design de seu site e de tempos em tempos analisar o que pode ser melhorado no aspecto visual.

Usabilidade

Segundo a Wikipedia, “Usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante.”

Um site deve ser simples e fácil de navegar,  sem dificultar para que o usuário conclua algumas atividades-chave, como por exemplo:

  • Enviar um formulário de contato;
  • Realizar a compra de um produto;
  • Assinar uma newsletter;
  • Encontrar uma informação específica.

Um excelente livro que trata desse tema: Não me faça pensar do Steve Krug. Recomendo fortemente sua leitura pra quem deseja iniciar e entender mais desse universo.

Responsividade

O mundo é cada vez mais móvel. Os acessos de sites via dispositivos móveis já ultrapassaram o de desktop há algum tempo. Portanto, não ter um site otimizado para celulares e tablets fará com que sua estratégia e ações de marketing digital seja comprometida. Isso se chama responsividade.

Website responsivo
Website responsivo

Ter um site responsivo deixou de ser uma opção há alguns anos e tornou-se uma obrigação. O próprio Google prioriza dispositivos móveis na indexação em detrimento de sites não otimizados para mobile. Só esse fator já seria suficiente para você se preocupar caso seu site não esteja otimizado para mobile.

Velocidade de Carregamento

Outro fator muito importante é ter um site leve, que carregue rapidamente. Por conta da crescente utilização de dispositivos móveis e a internet via 3G ou 4G, os sites oferecerão melhor experiência ao usuário se carregarem rapidamente. Isso tem sido uma própria “exigência” do Google para sites que desejam estar bem ranqueados.

Mesmo que seu site tenha cumprido com sucesso todos os requisitos anteriores mas falhar na velocidade de carregamento você poderá ter problemas no ranqueamento dos buscadores, sobretudo o Google.

Você pode testar a velocidade do seu site (e corrigir possíveis falhas) em ferramentas do próprio Google como o PageSpeed Insights e o Think with Google (testa velocidade de carregamento em dispositivos móveis utilizando tecnologia 3G).

Se você deseja entender como planejar seu site, aqui temos uma recomendação de vídeo pra você:

O que recomendamos: Faça seu site com o WordPress

Aqui na Mirago recomendamos muito o WordPress. No momento em que redigimos esse artigo, a plataforma é responsável por mais de 40% de participação em todos os sites da web no mundo (é realmente muita coisa!). E esse crescimento da plataforma não foi à toa.

Para grande parte dos sites hoje o WordPress é super recomendável (exceto em casos e projetos específicos, que não entraremos em detalhes nesse artigo).

O WordPress é um poderoso CMS (Content Management System ou Sistema de Gerenciador de conteúdo em português) que traz consigo muitas vantagens, dentre elas:

  • Tecnologia otimizada para buscadores (SEO)
  • Milhares de Plugins para “turbinar” seu site
  • Milhares de Temas para escolher (a maioria já é responsivo, uma coisa a menos para se preocupar)
  • Grande Comunidade de Desenvolvedores ativa ao redor do mundo (sempre atualizado e com novidades)
  • Gerenciamento do conteúdo por meio de painel administrativo
  • É gratuito (ferramenta open-source, ou seja, de código aberto)
  • Gerenciamento de usuários – várias pessoas podem operar um mesmo site com funções diferentes
  • Segurança – apesar de sofrer tentativas de invasões por hackers do mundo todo, a plataforma é constantemente atualizada e conta com plugins específicos que reforçam a segurança da ferramenta.

Caso queira aprender mais sobre a utilização básica dessa plataforma para construção do seu site, veja nosso curso gratuito de WordPress.

Cursos de Marketing Digital

Quando falamos de marketing digital é muito comum ouvirmos: “Ok, isso tudo é muito interessante, mas ao mesmo tempo me parece muita coisa, então por onde devo começar”

No link acima temos um artigo com várias dicas para quem deseja iniciar sua jornada no marketing digital, no entanto, sempre recomendamos cursos de marketing digital como uma forma de economizar tempo, uma vez que ali você tem a curadoria de especialistas e terá a informação condensada de maneira que você possa aproveitar e absorver o máximo possível para iniciar seus primeiros passos.

Além disso, um ótimo lugar para iniciar seus estudos são por meio de nossos cursos gratuitos, confira os principais:

Todos estes cursos são introdutórios e vão te dar uma ótima base para iniciar. Se você deseja ir além, também temos vários outros cursos que você poderá conferir em nosso Plano PRO.

A importância de aprender fazendo

Antes de escolher o seu curso, uma dica é olhar para o conteúdo programático, os facilitadores, a instituição e, principalmente, se o curso oferece atividades práticas. Como no marketing digital as atividades são facilmente aplicáveis é fundamental que o curso ofereça além da teoria (que é muito importante), atividades práticas.

O conceito de “learn by doing” (ou aprender fazendo) é extremamente importante para quem está iniciando no Marketing Digital. É só assim que realmente o iniciante sentirá a realidade de como aplicar as estratégias, táticas e ações que darão resultados ao seu negócio.

Se você tem interesse em cursos com metologias diferenciadas e atividas práticas, recomendamos você dar uma olhada em nossa Imersão.

Onde encontrar informações de Qualidade sobre Marketing Digital

Além de cursos pagos, existe hoje na internet uma infinidade de meios para se obter informações gratuitas e de qualidade na internet. Você encontrará referências de materiais interessantes para estudar principalmente em:

Livros de Marketing Digital

Um dos meios em que você pode aprender sobre os principais fundamentos de marketing digital é por meio de livros. Existe muita coisa boa publicada e que vale a leitura, o difícil é saber por onde começar não é mesmo? Pensando nisso, fizemos uma curadoria de cinco livros (na verdade são 6) que consideramos essenciais para aprender mais sobre o assunto.

1. Marketing 4.0 – Philip Kotler

Philip Kotler é considerado o “papa” do marketing moderno e, apesar de décadas atuando na área, continua muito atual. No livro Marketing 4.0 ele e seus co-autores abordam como os meios digitais transformaram o comportamento do consumidor e a forma de fazer marketing. É um livro obrigatório para entender esta nova dinâmica do marketing atual.

O autor também escreveu um novo livro chamado Marketing 5.0 (até o momento apenas em inglês). Neste livro ele aborda como os profissionais de marketing podem atender às necessidades dos clientes fazendo uso da tecnologia. É um livro bastante centrado neste tópico, envolvendo temas como inteligência artificial, internet das coisas, tecnologias contextuais e muito mais.

2. Marketing na Era Digital – Martha Gabriel e Rafael Kiso 

Este livro é quase uma “bíblia do marketing digital” e foi escrito por duas pessoas que possuem muita bagagem e conhecimento na área aqui no Brasil. No livro você encontrará muitos conceitos, estratégias, ferramentas e metodologias que vão te ajudar a entender a “big picture”, ou seja, ter uma visão holística e abrangente sobre as possibilidades do marketing digital. Vale muito a sua leitura!

3. Marketing de Conteúdo – Rafael Rez

Um outro livro fundamental para você entender tudo sobre a estratégia de marketing de conteúdo é o livro do Rafael Rez, que traz uma abordagem completa sobre o assunto. Nele você vai encontrar tudo sobre planejamento de conteúdo, tráfego, geração de leads, vendas, tecnologia, ferramentas, métricas e muito mais.

4. Tração – Gabriel Weinberg e Justin Mares

Este é um livro sobre canais de marketing. Apesar de abordar todos os tipos de canais (e não apenas digitais), o livro Tração te dará uma visão global sobre diferentes estratégias e canais de aquisição de clientes para você testar. Apesar da obra ser focada em startups, qualquer pessoa que atue com marketing digital em basicamente qualquer tipo de negócio poderá obter insights valiosos. Vale muito a leitura!

5. Máquina de Aquisição de Clientes – André Siqueira

Se você deseja entender a fundo como funciona a estratégia de Inbound Marketing, este é o livro certo para você. No livro Máquina de Aquisição de Clientes, um dos fundadores da RD Station, empresa de automação de marketing brasileira, traz uma série de práticas para que você consiga gerar mais oportunidades e adquirir novos clientes por meio da internet.

É um livro escrito por “gente que faz acontecer”. André liderou por anos o time de marketing da RD Station e sabe o “caminho das pedras” deste negócio, portanto, nada melhor do que aprender com quem sabe do que está falando.

livro máquina de aquisição de clientes - André Siqueira

Consultoria de Marketing Digital

O marketing digital é uma atividade de muitas faces e dominar cada uma delas não é fácil. Mesmo profissionais que estão há anos no mercado geralmente dominam algumas dessas vertentes e não todas elas e, mesmo assim, necessitam estar o tempo todo em constante atualização para continuarem entregando resultados.

O mercado de consultoria em Marketing Digital cresceu muito nos últimos anos justamente por conta dessa lacuna que surgiu com o crescimento dos meios digitais nas atividades de marketing sobretudo de pequenas e médias empresas. As grandes empresas geralmente possuem recursos e parceiros para se apoiarem, de maneira que as PMEs são as que mais “sofreram” nesse processo.

Os líderes dessas empresas muitas vezes são capazes de enxergar as mudanças mas tem dificuldades em implementar essas atividades de marketing digital e conquistar resultados na velocidade que o mercado exige.

Tendo isso em vista, como uma consultoria de marketing digital pode ajudar o seu negócio? Qual o papel dessa consultoria? Costumo dividir o trabalho de uma consultoria de marketing digital em 4 etapas:

Diagnóstico Atual

A consultoria de marketing digital, por ter um olhar “de fora” da organização que a contratou geralmente consegue diagnosticar problemas sensíveis que estão impedindo aquela empresa de avançar.

É comum numa rápida análise do site da empresa, suas mídias sociais, campanhas e entrevistas com a equipe, descobrir uma série de problemas que estão atravancando o seu crescimento.

Planejamento Marketing Digital

Depois de realizado o diagnóstico é hora de propor mudanças. E a melhor forma de fazer isso é construir um planejamento de marketing digital com etapas e metas claras a serem cumpridas ao longo de um certo período de tempo.

Junto ao Planejamento a consultoria deverá estabelecer um cronograma de todas as ações que serão implementadas e que servirá como Guia para a Implementação do Plano. Vimos esse item mais detalhadamente acima.

Acompanhamento da Execução

O trabalho da consultoria de marketing digital não termina quando ela entrega o planejamento. Na verdade é aí que começa o verdadeiro trabalho pois a partir desse ponto é que o consultor fará o acompanhamento da execução daquele planejamento por parte do time de marketing digital da empresa cliente.

Esse time deve estar qualificado para implementar todo o plano. E caso encontrem deficiências técnicas em alguns desses profissionais, é essencial que a consultoria consiga capacitá-los para que consigam desempenhar bem suas funções ao longo do caminho a ser trilhado.

É muito importante também “vender” a importância daquele projeto para o time de marketing digital da empresa-cliente e mostrar claramente onde queremos chegar e quais são as etapas a serem cumpridas até lá. Assim ficará mais fácil do time cooperar e evitar problemas.

Métricas e Monitoramento

Por fim, a consultoria deverá acompanhar de perto todos os resultados das primeiras implementações do planejamento de marketing digital a fim de se certificar que os resultados iniciais estejam de acordo com o planejado inicialmente. Caso esse cenário não seja verdadeiro, é preciso agir rápido e testar novas hipóteses.

Sabemos que mudanças de rotas são extremamente comuns e são até saudáveis na medida em que percebemos rapidamente, por meio de análise de dados, que as ações que planejamos não estão funcionando a contento e temos que mexer na estratégia.

Essas quatro etapas são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto de consultoria de marketing digital.

Métricas de Marketing Digital: Conheça as principais

Conforme vimos, uma das grandes vantagens do marketing digital em relação ao marketing tradicional é a possibilidade de mensurar todas as ações na internet. Sendo assim, é importante que você conheça quais são os principais indicadores para você ficar de olho ao lançar suas primeiras ações de marketing digital.

CPL – Custo por Lead

O custo por lead é o valor médio (em R$) que você precisou investir (ao longo de determinado período, geralmente mensal) para trazer um lead por meio das diversas fontes de tráfego que você pode ter utilizado.

Exemplo: em determinado mês você realizou um investimento total de R$ 10.000,00 e, com esse valor, conseguiu trazer 500 leads. Então o seu custo por lead é de R$ 20,00.

É interessante fazer essa análise ao longo dos meses para saber se o seu CPL está aumentando ou diminuindo. Também é importante saber se em diferentes épocas o CPL fica mais baixo ou mais alto por uma sazonalidade.

CPA – Custo por Aquisição

O custo por aquisição é uma métrica que diz o quanto você precisou investir (em R$) para trazer um novo cliente para a empresa. Essa métrica não leva em conta clientes recorrentes, apenas novos clientes.

Ex: Vamos pegar o mesmo exemplo da empresa anterior que investiu R$ 10.000,00 num determinado mês. Com esse investimento ela conseguiu fechar 50 novos clientes. Então o CPA, ou o custo de aquisição de um novo cliente foi de R$ 100,00.

É importante dizer que esse indicador depende muito do time de vendas também, no entanto, é fundamental analisá-lo para justificar novos investimentos no Marketing.

ROI – Retorno sobre o Investimento

O ROI ou Retorno sobre o investimento talvez seja a métrica mais conhecida do marketing digital. Para calcular o ROI, basta utilizar a Fórmula:

fórmula para calcular o ROI (retorno sobre o investimento)

Com isso você irá descobrir o quanto retornou a cada real investido nas ações de marketing digital. Por exemplo, se o cálculo do ROI der 7,9 então isso significa que a cada 1 real de investimento o seu retorno foi de R$ 7,90.

Taxa de Conversão

Essa métrica é muito importante para grande parte das ações de marketing digital. A taxa de conversão mede, geralmente, a porcentagem de leads ou vendas sobre a quantidade total de tráfego gerado num determinado canal.

Exemplo: se o seu site recebeu 10.000 visitas em determinado mês e lhe trouxe 300 leads, então a taxa de conversão média de seu site como um todo foi de 3%. O interessante é que a taxa de conversão pode ser calculada por:

  • Canal de Aquisição – qual foi a taxa de conversão média do Google Ads ou do Facebook Ads em termos de leads gerados;
  • Por campanha – qual foi a taxa de conversão de uma campanha do Linkedin em determinado período?;
  • Página específica – qual foi a taxa de conversão da página “solicite um orçamento”?;
  • Carrinho de compras – qual foi a taxa de conversão média das pessoas que chegaram na página do carrinho e concluíram a compra?

Com a análise dessas taxas e com a realização de testes A/B é possível realizar melhorias profundas nas taxas de conversão ao longo do tempo.

Pode não parecer muito, mas se você conseguir subir sua taxa de conversão média do seu site de 3% para 4%, num site que possui 10.000 visitas/mês, isso significa 100 leads a mais por mês. Nada mal, não?

Lifetime Value

O Lifetime Value é uma métrica que nos diz quanto vale um cliente, em média, ao longo da vida dele conosco. Ou seja, enquanto ele se relaciona com sua empresa.

Se você tiver um negócio de receita recorrente no modelo SAAS (Software as a service) você pode mensurar, utilizando dados históricos, qual a média de tempo que um cliente permanece na sua carteira.

Imagine que esse período médio seja de 24 meses. E imagine que essa empresa hipotética tenha um ticket médio de R$ 500,00/mês. Portanto, o Lifetime Value de cada cliente dessa empresa é de R$ 12.000,00.

Taxa de Retenção

Esta métrica está bastante relacionada a negócios que possuem modelos de recorrência. O modelo SAAS (software as a service), empresas de streaming e educação utilizam muito este modelo. Na verdade, o modelo de assinatura tem crescido muito em vários mercados, portanto, esta é uma métrica essencial a ser monitorada.

Para calcular a taxa de retenção é necessário analisar o número total de clientes durante o início e o fim de um determinado período, em conjunto com o número de novos clientes.

Podemos traduzir este cálculo, pela seguinte fórmula: ((total de clientes no fim de um período – novos clientes no período) / número de clientes no início do período) * 100

Por exemplo: você tinha 100 clientes no início do período, durante o período você perdeu 10 e ganhou 30 novos clientes, no final do período terá um total de 120 clientes. Então a conta deve ser: 

  • 120 – 30 = 90
  • 90 / 100 = 0,9 
  • 0,9 x 100 = 90

Neste caso, a taxa de retenção de clientes no período foi de 90%, o que pode ser considerada uma boa taxa na maioria dos mercados. Quando um negócio apresenta uma taxa de retenção baixa, isso representa um sério problema para a continuidade de seu crescimento.

Taxa de Abertura de E-mails

Como vimos, o e-mail marketing é uma importante estratégia de marketing digital e, com ela, temos duas métricas principais que devemos acompanhar. A primeira é a taxa de abertura de e-mails, ou seja, do número total de e-mails enviados (válidos, desconsiderando bounces – ou erros), quantos usuários abriram?

Por exemplo: Imagine um disparo de e-mail marketing para uma base de 1000 usuários (todos entregues). Ao analisar os números depois de alguns dias, você nota que 100 pessoas abriram sua mensagem. Neste caso, a taxa de abertura deste disparo específico foi de 10%.

Esta métrica deve ser analisada ao longo do tempo e alguns fatores podem impactá-la, como por exemplo:

  • Título do e-mail
  • Relacionamento com a base (se é uma base engajada ou não)
  • Segmentação da base (enviar a mensagem certa para as pessoas certas)
  • Ferramenta de disparo (os e-mails estão sendo entregues?)

E você pode estar se perguntando: “O que é uma boa taxa de abertura?” Isso varia muito de mercado para mercado, mas um bom termômetro é dar uma olhada nestes benchmarks e estatísticas do Mailchimp. Apesar de serem dados mundiais, vale a pena ter como ponto de partida para uma análise comparativa.

Taxa de Cliques em E-mails

A taxa de cliques de e-mails pode ser obtida calculando o número de usuários que clicaram em um ou mais links de sua campanha, dividido pelo número total de pessoas que abriram o e-mail.

Considerando os números do exemplo anterior: Se 100 usuários abriram o e-mail e 5 deles clicaram num link, então a taxa de cliques desta campanha foi de 5%.

Para melhorar sua taxa de cliques, algumas dicas:

  • Crie e ofereça conteúdo útil para sua base de leads
  • Segmente muito bem suas campanhas (afinal um conteúdo útil, mas para a pessoa errada, não resolve)
  • Torne o texto do seu link descritivo e conciso. Se possível, dê algum destaque (negrito, por exemplo)
  • Insira mais de um link (para o mesmo conteúdo), sobretudo se o e-mail for relativamente longo

Faça análises frequentes em suas taxas de aberturas para entender o que funciona melhor em seu mercado. Não se esqueça de utilizar testes a/b sempre que possível para avaliar as melhores alternativas tanto de títulos quanto de links.

Além destas métricas, incluímos mais algumas importantes neste vídeo:

Conclusão

O marketing digital traz crescimento e novas oportunidades. Depois de ter lido até aqui você entendeu que basicamente todo negócio pode se beneficiar destas estratégias. Este contato próximo e consistente com prospects e clientes e o nível de personalização e segmentação que os dados digitais trouxeram mudaram o jogo do marketing nos últimos anos.

Quanto mais você entender e abraçar estas amplas possibilidades trazidas pelo marketing digital, mais poderá trazer crescimento para seu negócio e carreira. Do contrário, poderá ter dificuldade em competir com outros concorrentes que utilizam bem estas estratégias.

Esse artigo teve como objetivo trazer de uma forma resumida os vários aspectos que contemplam o universo do Marketing Digital.

Sem dúvida existem outros tópicos que poderiam ser abordados aqui, no entanto, como se trata de um artigo introdutório preferimos focar em alguns tópicos os quais julgamos os mais relevantes.

O fato é que a internet e a tecnologia trouxeram mudanças profundas na forma como fazer Marketing. Essas transformações, ao mesmo tempo desafiadoras, também trazem boas oportunidades para os profissionais de marketing que estão preparados para aproveitá-las.

curso de marketing digital para iniciantes gratuito

Que tal, agora, dar o próximo passo e fazer o curso gratuito da Mirago de Marketing Digital? (clique na imagem acima). Esta é uma excelente maneira de você entender e fixar melhor todo esse conteúdo!